segunda-feira, 14 de maio de 2012

Curso de Doula - informações




Somos da Ong Casa da Luz e com o apoio da ReHuNa - Rede pela Humanização do Parto e Nascimento estamos organizando mais este Curso no Centro Oeste.

Conforme indicação do Sr. Sebastião Fernandes Moreira, que gentilmente nos forneceu seus contatos, acreditamos que você possa ser nossa aliada na concretização do curso em Goiânia atuando como apoiadora local. Nossas referências estão no anexo.

Nosso planejamento para 2012 é o seguinte:

1. Ações junto ao Ministério do Trabalho, que tornou Doula uma profissão da saúde que estará cadastrada no Cadastro Brasileiro de Ocupação - CBO, a partir de janeiro de 2013. Com a pretensão de ser incluída como profissional do SUS e por ter papel fundamental no preparo para o parto, no parto e no pós parto;

2. Ações junto ao Ministério da Saúde - Saúde da Mulher: temos aprovado em parceria com a Universidade de Brasília o Curso de "Tutores/Multiplicadores de Doulas", denominado Doulas no SUS, que prevê a formação de 5 Tutoras e 40 Doulas Multiplicadoras - 8 em cada um dos estados do Centro Oeste e Tocantins, sendo 4 do Serviço público e 4 do serviço complementar. Incluímos neste projeto a revisão do Manual da Doula e a construção do Manual da Doula Multiplicadora. O Curso proposto neste momento visa a ampliar o nº de Doulas para termos estas profissionais multiplicadoras.

Ainda neste ano está previsto também o Seminário Regional sobre Humanização do Parto e Nascimento - Centro Oeste - data provável novembro/2012 e local provável - Brasília/DF.

Alguns esclarecimentos.

A proposta do acompanhamento da mulher grávida é cada cursista, ainda durante o Curso, poder conversar nos Inter módulos sobre os atendimentos realizados com a mesma, bem como sua rede de relações para que planeje seu pré parto, parto e pós parto. Quanto ao local de acompanhamento, como poderemos ter no Curso, tanto mulheres que já atuam com estas mulheres, por exemplo no serviço público, como as do serviço complementar que querem iniciar este trabalho, dependerá de cada uma das cursistas.
Temos muito interesse em que as administrações estaduais e municipais invistam neste Curso, para que tenhamos profissionais do serviço público trazendo suas contribuições e participando do movimento de ampliação da profissional Doula. Para servidores, estamos recebendo as inscrições por Empenho.

Outros detalhes, anexamos Informações sobre o Curso de Doula_GO. Lembrando que, por questões referentes à organização, as datas previstas para a realização do Módulo I do curso foram alteradas para os dias 25, 26 e 27 de maio. Entretanto, estamos ponderando a permanência ou não das datas citadas, em virtude de ainda não termos a organização local completa.

Ficamos no aguardo de seu retorno e disponíveis para todos os esclarecimentos que se fizerem necessários.

Atenciosamente,

Muito grata novamente,

Marilda Castro

Coordenação dos Cursos de Doula Centro Oeste e Tocantins

pela Casa da Luz e ReHuNa
61 8175 5157


Casa da Luz

Secretaria Central do Curso de Doula

Fones: 61 3967-6020 – 61 3964-6010

Toda mulher tem direito a uma Doula, pelo menos no parto, além de sua/seu acompanhante.

sábado, 3 de dezembro de 2011

SEIS RAZÕES PARA TENTAR O PARTO NORMAL

Como a natureza quer: se o parto normal é o desfecho natural de uma gravidez, por que fugir dele antes mesmo de saber se uma cesárea é de fato indicada para o seu caso? “O ideal é que o bebê escolha o dia em que quer nascer”, diz o obstetra Luiz Fernando Leite, das maternidades Santa Joana e Pro Matre, em São Paulo. É claro que, na hora do parto, às vezes surgem complicações. Aí, sejamos justos, a cesariana pode até salvar a vida da mãe e do filho. “Mas, quando a cirurgia é agendada com muita antecedência, corre-se o risco de a criança nascer prematura, mais magra e com os músculos ainda não completamente desenvolvidos”, adverte o obstetra.

A criança respira melhor: quando passa pelo canal da vagina, o tórax do bebê é comprimido, assim como o resto do seu corpo. “Isso garante que o líquido amniótico de dentro dos seus pulmões seja expelido pela boca, facilitando o primeiro suspiro da criança na hora em que nasce”, explica Rosangela Garbers, neonatalogista do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. Sem falar que as contrações uterinas estressam o bebê – e isso está longe de ser ruim. O hormônio cortisol produzido pelo organismo infantil deixa os pulmões preparados para trabalhar a todo vapor. A cesárea, por sua vez, aumenta o risco de ocorrer o que os especialistas chamam de desconforto respiratório. Esse problema pode levar a quadros de insuficiência respiratória e até favorecer a pneumonia.

Acelera a descida do leite: “Durante o trabalho de parto, o organismo da mulher libera os hormônios ocitocina e prolactina, que facilitam a apojadura”, afirma Mariano Sales Junior, da maternidade Hilda Brandão, da Santa Casa de Belo Horizonte. No caso da cesárea eletiva, a mulher pode ser submetida à cirurgia sem o menor indício de que o bebê está pronto para nascer. Daí, o organismo talvez secrete as substâncias que deflagram a produção do leite com certo atraso – de dois a cinco dias depois do nascimento do bebê. Resumo da ópera: a criança terá de esperar para ser amamentada pela mãe.

Cai o mito da dor: por mais ultrapassada que seja, a imagem de uma mãe urrando na hora do parto não sai da cabeça de muitas mulheres. Segundo Washington Rios, coordenador da maternidade de alto risco do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, não há o que temer. “A analgesia é perfeitamente capaz de controlar a dor”, afirma. Isso porque há mais de dez anos os médicos recorrem a uma estratégia que combina a anestesia raquidiana, a mesma usada na cesárea, e a peridural. “A paciente não sofre, mas também não perde totalmente a sensibilidade na região pélvica”, explica a anestesista Wanda Carneiro, diretora clínica do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Dessa forma, ela consegue sentir as contrações e até ajudar a impulsionar a criança para fora.

Recuperação a jato: 48 horas após o parto normal, a nova mamãe pode ir para casa com o seu bebê. Em alguns casos, para facilitar a saída da criança, os médicos realizam a episiotomia, um pequeno corte lateral na região do períneo, área situada entre a vagina e o ânus. Quando isso acontece, a cicatrização geralmente leva uma semana. Já quem vai de cesariana recebe alta normalmente entre 60 e 72 horas após o parto e pode levar de 30 a 40 dias para se livrar das dores.

Mais segurança: como em qualquer cirurgia, a cesárea envolve riscos de infecção e até de morte da criança. “Cerca de 12% dos bebês que nascem de cesariana vão para a UTI”, revela Renato Kalil, obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. No parto normal, esse número cai para 3%. “A sensação da cesariana é semelhante à de qualquer outra cirurgia no abdômen. É, enfim, como extrair uma porção do intestino ou operar o estômago”, compara Kalil. E, convenhamos, o clima de uma sala cirúrgica não é dos mais agradáveis: as máscaras dos médicos, a sedação, a dificuldade para se mexer...

Fonte:  http://bebe.abril.com.br/materia/seis-razoes-para-tentar-o-parto-normal

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Os estágios do trabalho de parto

Ninguém pode dizer ao certo como será a sua experiência de trabalho de parto ou quanto tempo vai durar, já que cada parto é único. Ainda assim, há muito o que você pode fazer para se preparar, especialmente se souber o que vem pela frente.

O trabalho de parto se divide em três estágios. No primeiro estágio, acontecem as contrações que levam à dilatação do colo do útero, cujo orifício abre 10 centímetros.

Depois vem o segundo estágio, o de expulsão, quando você tem de fazer força.

O terceiro estágio é a saída da placenta, depois que o bebê nasce.

Primeiro estágio: fase inicial ou pré-trabalho de parto

A fase inicial também é chamada de fase latente ou pré-trabalho de parto. O útero começa a se contrair em intervalos regulares. As contrações vão ficando cada vez mais dolorosas, o que não acontecia com as contrações de treinamento (ou de Braxton Hicks), que eram irregulares e não chegavam a doer muito.

Só para dar uma ideia geral, as contrações iniciais acontecem a cada cinco minutos ou mais e são curtas, durando entre 30 e 40 segundos. Você consegue caminhar e seguir com sua rotina normal, se desejar.

Cada mulher tem seu próprio ritmo de trabalho de parto. Algumas nem percebem as primeiras contrações e já dilataram vários centímetros quando se dão conta.

À medida que o colo do útero começa a dilatar, sua posição na pelve muda, e ele avança. Também fica mais flexível e fino.

Sinta, por exemplo, a textura do seu nariz: ele é firme. Agora sinta os seus lábios: eles são macios e flexíveis. O colo do útero originalmente é como o nariz, e tem de ficar da textura dos seus lábios.

Essas mudanças podem ocorrer no final da gravidez, antes mesmo que o trabalho de parto comece, especialmente para quem espera o primeiro filho. Dias ou horas antes do início do trabalho de parto, o colo do útero pode começar a abrir um pouco, e o "tampão de muco" que o cobre sai. Esse tampão é meio gelatinoso e pode vir com um pouco de sangue.

O que você pode fazer

Você pode ficar em casa, sair para dar uma volta a pé, assistir a um filme no vídeo, fazer os últimos preparativos, tomar um banho ou dormir um pouco. Relaxe o máximo que puder, apesar da ansiedade.

Se fizer muito tempo que você não come nada, coma algum carboidrato ao primeiro sinal de que pode ser trabalho de parto mesmo, porque depois, no hospital, os médicos preferem que se fique em jejum -- até de água.

Avise o médico sobre as contrações: ele vai querer se programar, mesmo que ainda falte bastante tempo para o parto em si. Essa fase pode durar muitas horas.

Primeiro estágio: segunda fase, o trabalho de parto ativo

Você estará em trabalho de parto ativo quando seu colo do útero tiver dilatado de 3 a 4 centímetros. As contrações vão ficando mais fortes e mais frequentes, e talvez mais longas. Elas podem chegar a intervalos de três a quatro minutos, e durar de 60 a 90 segundos.

É provável que você não consiga falar durante essas contrações. Pare e procure respirar fundo. Técnicas de respiração ajudam a manter a calma e o controle.

Entre as contrações, dá para falar de novo, andar, beber alguma coisa e se preparar para as próximas. As contrações da fase ativa abrem o colo do útero mais rapidamente, mas ainda faltam muitas horas para que a dilatação esteja completa.

O que você pode fazer

Vá para a maternidade, de preferência tendo consultado primeiro o médico por telefone. As contrações vão começar a vir uma em cima da outra. Tente ouvir o que diz o seu corpo. Será que você ficaria mais confortável numa outra posição? Ir ao banheiro ajudaria? Ou andar um pouco?

A respiração e o relaxamento são essenciais a essa altura, e seu parceiro pode ajudá-la. Um banho quente pode aliviar a dor -- há maternidades que dispõem de banheiras para isso, mas o chuveiro já ajuda.

Às vezes, em determinado momento do trabalho de parto, o colo do útero começa a dilatar menos, ou até pára. Se isso acontecer, experimente mudar de posição, ou pedir uma massagem para seu parceiro.

Caso sua bolsa não tenha rompido ainda, o médico pode sugerir estourá-la para ver se isso acelera o trabalho de parto. O processo em si não dói, mas as contrações, por outro lado, ficam mais fortes depois que a bolsa estoura.

É nessa fase também que você pode tomar uma anestesia peridural para aliviar a dor. A anestesia pode relaxá-la, facilitando a dilatação.

Primeiro estágio: terceira fase, a da transição

Na fase de transição, o colo do útero chega a 10 centímetros de dilatação. As contrações podem durar até um minuto e meio cada, vindo em intervalos de dois em dois ou de três em três minutos.

Pode ser que você tenha tremedeira, sinta frio ou enjoo (ou talvez não sinta nenhuma dessas coisas!). Para muitas mulheres, essa fase é uma experiência tão intensa que parece que o corpo dela assumiu vida própria.

O que você pode fazer

Lembre que falta pouco. Aproveite ao máximo o intervalo entre as contrações para relaxar. No meio da contração, tente achar a posição em que se sentir melhor. Mantenha a respiração ritmada (inspire pelo nariz e expire pela boca, com os lábios relaxados), e, se tiver vontade de gritar, urrar e gemer, não se acanhe.

Segundo estágio: período expulsivo

Quando o colo do útero estiver 10 centímetros dilatado, começa o trabalho duro -- e junto vem a emoção, já que a hora de você ver a carinha do seu filho está mesmo chegando.

É nesse estágio que seu útero empurra o bebê pela vagina, ou pelo canal de parto. Muitas vezes há um certo intervalo nas contrações entre o fim do primeiro estágio e o começo do segundo, e você e seu bebê podem descansar um pouco.

Quando as contrações voltarem, você vai sentir a pressão da cabeça do bebê entre suas pernas. A cada contração, quando você fizer força, ele vai descer mais um pouco na sua bacia, mas, quando a contração acabar, ele vai recuar!

Não se desespere. Desde que ele esteja avançando um pouquinho por vez, está tudo bem. Quando a cabeça do bebê estiver chegando na vagina, você vai sentir uma sensação quente, de ardor, e o médico vai anunciar que o bebê está "coroando".

A cabeça começará a sair, e pode ser que o médico peça para você parar de fazer força. Assim, o bebê nasce mais devagar, e diminui o risco de você ter lacerações no períneo, a área entre a vagina e o ânus, ou precisar de uma episiotomia, para facilitar a saída do bebê.

Se você já tem outro filho, o segundo estágio pode durar apenas de cinco a 10 minutos, mas, se este é o primeiro, pode ainda levar horas.


O que você pode fazer

Siga o que seu corpo pede e faça força quando sentir vontade. Tente não prender a respiração. Você vai ver que pode fazer força várias vezes durante uma mesma contração.

Se você recebeu a anestesia peridural, peça ao médico ou à enfermeira obstetriz para lhe dizer quando deve fazer força.

Você pode tentar mudar um pouco de posição, na medida do possível (isso pode ser difícil se você não estiver sentindo as pernas). Às vezes ficar de lado, sobre a parte esquerda do corpo, facilita a passagem do bebê pelo canal de parto.

Terceiro estágio: a saída da placenta

Depois que o bebê nasce, as contrações voltam depois de alguns minutos, mas com muito menos intensidade. Elas fazem com que a placenta se desprenda da parede uterina e caia na parte baixa do útero. É provável que você tenha vontade de fazer força.

A placenta, que sustentou o bebê durante toda a gestação, sai pela vagina junto com a bolsa de líquido amniótico vazia.

O médico vai examinar com atenção a placenta e a bolsa para ver se não sobrou nada para sair. Também vai apalpar seu abdome para verificar se o útero está se contraindo, a fim de conter o sangramento no local onde a placenta estava.

Quanto tempo vai demorar?

A saída da placenta leva entre cinco e 15 minutos na maioria dos casos, mas pode demorar mais.

O que você pode fazer?

Você não vai estar muito interessada nesse estágio, porque todas as suas atenções estarão no bebê. Só o fato de ver e pegar seu bebê, e de oferecer o seio a ele, já estimula os hormônios que ajudam a placenta a se desprender.

E depois do terceiro estágio, o que acontece?

Agora que o parto acabou, você pode se sentir trêmula por causa da adrenalina e dos ajustes que seu corpo começa a fazer imediatamente com tamanha mudança.

Ou pode se sentir nas nuvens, como se tivesse "tomado umas". Há mulheres, no entanto, que têm dificuldade de prestar muita atenção ao bebê logo depois do nascimento, principalmente se o trabalho de parto foi cansativo.

Não há nada de errado com os instintos maternais: elas estão simplesmente exaustas. Se isso acontecer com você, vá com calma. Quando estiver descansada, vai estar bem mais interessada em conhecer seu filho.

Você provavelmente estará faminta, e, depois de comemorar com a família mais próxima, pode já ligar para os amigos para dar a boa notícia.